domingo, dezembro 27

Recordar é viver...

Saudades, tenho saudade,
Saudades do que sonhei e não vivi.
Saudades de alguns anos da minha idade,
Saudades do que passou e não usufruí…
Tenho saudades do que sonhei e não vi,
Saudades do que sabia e não achei.
Saudades dos corpos que abracei,
Saudades dos beijos que senti…

A saudade me corrói…
Ela me machuca ela me destrói…

Já não vivo o que deixei por viver,
Mas a saudade me deixa na lembrança.
Não o que fiz mas o que deixei por fazer,
Mas posso viver a saudade e deixar a esperança…
Tenho saudades da primavera da minha idade,
Saudades de poder regar a paixão …
Tenho saudades de viver na ansiedade,
A ansiedade de desejar o verão…

A saudade me corrói…
Ela me machuca ela me destrói…

Agora escrevo poemas no ar,
Com a tinta da saudade,
Recordo e conjugo o verbo recordar,
Humedecidos com o orvalho da saudade.
Tenho saudades do que ficou,
Do que não fiz e por mim passou.
Saudades do que dou por perdido,
Mas que munca me dou por mendigo.

A saudade me corrói…
Ela me machuca ela me destrói…

sexta-feira, dezembro 4

O homem lobo de si...

Se os homens se chegam a ver,
O porque se consome,
Certamente deixaria de se comer,
Deixaria de ser monstro do outro homem…
O homem criou a sua autodestruição,
Deixou de pensar em si deixou de pensar com o coração…
O homem é a dor da terra,
Nas mortes é o acusado,
É ele o rastilho da guerra,
De todo o sofrimento de todo assassinato…
O homem age pela sua intuição,
Não pensando na vida, não pensando na destruição!
O homem por vezes não se conhece,
E acaba por morrer na solidão compacta.
Na prisão dias e noites ele padece,
Por tantos inocentes que mata!
E nestes dias que passam por nós,
Os homens vivem arremediados e sós…
Ó homem faz da terra rua tela!
Porque e nela que habitas,
Ela foi feita para viver nela,
E não o ringue para as tuas conquistas…
Faz do teu chão algo de valor,
Faz da terra paraíso, paz e Amor…


Este texto embora seja um pouco de poema mas foi mais uma das minhas pequenas reflexões acerca do nosso mundo e do nosso irmão o Homem que lidera a vida e por vezes morre com o intuito de matar...

sexta-feira, outubro 30

Eu e a Poesia

Eu, Leandro Amador,
Amador da escrita e da poesia,
Mas escrevo com entusiasmo e amor,
Para ser poeta um dia…
Iniciei por redigir sem intuito,
Sem motivo e sem talento,
Pouco a pouco se foi desenvolvendo,
e a qualidade lá vai fluindo.
Já fiz vários textos poéticos,
Baseados na realidade e ficção…
Outros provindos do coração…
alguns românticos e sublimes…
e pequenos escritos do mundo que vives.
vou descrevendo o que me ocorre,
na poesia faço a minha casa,
em cada poema o meu abrigo,
em cada verso sei o que digo,
em cada palavra faço um lenço,
para enxugar as lágrimas do coração,
e nas letras o refugio da solidão…
em cada maiúscula o principio de um devaneio,
das reticências o que pretendo ocultar…
Uso o ponto para concluir,
Juntamente com a exclamação o que quero relevar,
E a virgula para as ideias separar.
Se uma pergunta quero fazer!
A interrogação tenho de usar,
e aos restantes pontos que ficaram por escrever ,
As minhas desculpas lhes vou direccionar
…Acabo aqui este breve poema,
mas foi uma brincadeira com sinais ,
sem motivo e sem lema,
e um poema sem nada de mais!


Que achou deste pequeno jogo de sinais?

sábado, outubro 24

Paixão infinita...

Um dia teus olhos me olharam,
Eles logo me desnudaram,
e com teus lábios sequiosos de desejos,
Por segundos me perdi nos teus beijos…
Tu que entendes como é o meu eu,
E as linhas que onde me rabisco,
Sabes como é o amor meu,
Onde eu sou peixe e tu o meu isco.
Dos teus cabelos faço traços,
onde redijo a minha poesia,
escrevo mágoas, amor e fantasia,
E no meu rosto desenho teu sorriso,
Para disfarçar o sonho raro,
Que para mim ficará caro,
De nunca sermos unicamente dois.
Gostava de ir além…
Descobrir o eu e o tu,
Cruzar as vidas também,
Olhar-te a olho nu…
Correr a procura do teu infinito,
Marcar momentos de vida,
Olha-me com a ânsia de um novo beijo,
Deixa-me chamar de Amor e não amiga!

quarta-feira, outubro 21

Poema cidade Mulher...

Quero que sejas minha cidade,
E poder vaguear nas artérias do teu ser,
Descobrir ruelas de felicidades,
E nos teus recantos íntimos me perder…
Quero visitar as tuas belezas!
E transitar na tua periferia.
Da tua geografia ter certezas.
Quero descobrir as tuas noites e silêncios,
E desvendar os medos dos teus dias…
Estimava que fosses minha avenida,
Para em ti poder vaguear,
Com os meus paços poder-te acordar,
Para que não te sintas inútil sem vida…
És a maior e a mais bela de outra qualquer,
Cidade de amores e aventuras…
Cidade menina ou moça mulher,
Cidade de novas arquitecturas…
Ólho nas varandas tão belas,
E nas suas flores e abrolhos…
Reparo mais acima nas suas cristalinas janelas…
Do edifício que preenche meus olhos…
Quero ser um simples Morador,
e morar numa cidade assim…
Cooperar com paz e amor,
e desfrutar desta cidade somente para mim...

segunda-feira, outubro 19

poema "orgasmo" do poeta Ary dos Santos

Poesia-Orgasmo


De silabas de letras de fonemas
se faz a escrita. Não se faz um verso.
Tem de correr no corpo dos poemas
o sangue das artérias do universo.

Cada palavra há-de ser um grito.
Um murmúrio um gemido uma erecção
que transporte do humano ao infinito
a dor o fogo a flor a vibração.

A poesia é de mel ou de cicuta?
Quando um poeta se interroga e escuta
ouve ternura luta espanto ou espasmo?

Ouve como quiser seja o que for
fazer poemas é escrever amor
a poesia o que tem de ser é orgasmo.



Leitores podem pensar que fui um pouco baixo a escolher este poema do Sr. Ary dos Santos, mas a letra levada ao seu verdadeiro sentido e como ele diz:
"escrever poesia é escrever Amor"...
e a poesia tem mesmo de ser um verdadeiro orgasmo...

Qual tua opinião?
Aproveite o espaço que lhe é destinado abaixo e faça seu cometário!...

O meu mundo é este... O teu mundo é outro...

Começo por escrever,
O quê ainda não sei,
Um cigarro acabo de acender,
Juntamente com o whisky que estou a beber…
Fico por momentos de olhos fechados,
enquanto minha mente massaja seu corpo
recordando trechos da vida passados,
e entrando num estado físico morto…

O meu mundo é este…
O teu mundo é outro…

Vivo numa ilusão
Transformando-te num corpo celeste…
Não tenho nada…
Mas nem um bocado de nada…
Tenho lágrimas caídas,
Recordações vividas
Escrevo o que me falta dizer,
Enquanto as palavras vão gemendo,
Mas com poucas energias para escrever,
E a dor da mágoa este whisky vai bebendo…

…O meu mundo é este…
O teu mundo é outro…

Faço de ti minha bússola,
Perdendo a noção do Norte e do Este…
Procuro no escuro,
Tu e eu num porto seguro…
Faço das letras nós de correr,
Para a minha alma se suicidar,
na poesia faço seu túmulo,
Local onde ela possa sossegar…
E no teu coração faço meu jazigo,
Onde possa usufruir do meu abrigo…

O meu mundo é este…
O teu mundo é outro…

Estou aqui a velar a minha alma,
Para dar luz e aquecer o espírito…
Estás tão perto mas longe de mim,
e com o simples pensar em ti me acalma…
O medo de te perder é inevitável,
E então vou estando por aqui,
A pensar e a ver o tempo a passar,
Enquanto vou pensando em ti…

O meu mundo é este…
O teu mundo é outro…

Recordo breves e intensos momentos,
histórias que por nós foram vividas…
Trocas de ideologias e pensamentos,
Foste gaze sobre as minhas feridas…
Chagas que o tempo não as curam,
Mas que no meu cérebro sempre perduram…
No teu respirar fiz meu antibiótico,
Do teu toque minha vacinação,
Da tua saliva soro fisiológico,
Mas mesmo assim fiquei infectado pela paixão…

O meu mundo é este…
O teu mundo é outro…



E qual será teu mundo...

sábado, outubro 17

Às vezes...

Às vezes tenho medo…
Mas medo do meu medo.
Às vezes sou a sombra de mim…
Mas eu não sou igual a mim.
Às vezes penso no que vem longe…
E rapidamente esqueço o ontem.
As vezes penso em desistir…
E fico a espera da minha sorte.
Às vezes tenho de ser forte…
Mas fico à espera do que possa surgir.
Às vezes penso na minha idade…
E continuo a viver a minha juvenilidade.
Às vezes tenho uma lágrima a cair…
Mesmo quando me apetece sorrir.
Às vezes sinto-me sozinho…
E não quero deixar de viver.
Às vezes penso em desaparecer…
Mas descubro pessoas no meu caminho.
Às vezes tenho que vencer…
E fico com receio de perder.
Às vezes tenho razão…
Mas deveria escutar o meu coração.
Às vezes desejo ir à aventura,
Mas tenho algo que me prende e segura.
Às vezes quero gritar…
Mas quando não tenho força para o soltar.
Às vezes tenho sonhos traídos…
Mas não faço deles meus perigos.
Às vezes sou um desatinado louco,
E da poesia faço meu sufoco
Às vezes vivo assim,
Porque é este meu espírito, e ele faz parte de mim…

segunda-feira, outubro 5

amigo...

Amigos são estrelas luzentes,
Que iluminam e dão cor a vida,
tornam-se equações matemáticas,
somam-se rostos sorridentes,
subtrai-se os problemas da vida,
divide-se as alacridades fantásticas.
Amigos são composições musicais,
Onde têm de serem ouvidos,
Ainda terão de ser sentidos…
Para que possam ser compreendidos,
Todos os pequenos sinais…
A amizade têm algo de mágica,
Mesmo distante dos os amigos,
Sente-se a presença singular do perfume,
Um sentimento que não se explica,
Não existe traição nem ciúme,
São anjos que nos livram dos riscos…
Um amigo está no pensamento…
Nas horas de alegrias…
Nos instantes de padecimento…
Ele é grande para ser esquecido…
Importante de mais para ser sumido…
Amigo é uma grande bênção
Que confia na tua verdade,
Diz não, mostra a realidade…
Amigo devolve-te o chão.
E ter amigos é viver na cumplicidade.



Este Poema foi inspirado em ti, AMIGO…
Foi feito em homenagem a todos os AMIGOS, mas AMIGOS de verdade e não companheiro de algum lugar que sorri contigo, brinca contigo e enfim…
O amigo vai ser aquele que te vai dizer que não! Te puxa do mal e te grita ao ouvido e diz que estás errado, chora contigo e por ti…e nunca te vira as costas quando estás mal, não se vai aproveitar de ti para subir ou não te vai dar benefícios para que ele possa alcançar um dos seus objectivos…
AMIGO é aquele que fica triste quando lhe viras as costas..
AMIGO, é aquele que não merece a ocultação da verdade, mas sim a sinceridade, para que possa entender a realidade e te possa ajudar e ser ainda mais cúmplice da pura e da grandiosa amizade…

Obrigado por seres meu AMIGO…

segunda-feira, setembro 28

lágrima da saudade...

AS LAGRIMAS DA SAUDADE…


Escrevo este poema em formato de grito,
Frágil e desprotegido,
E as lágrimas beijando-me a boca,
Enquanto a saudade me sufoca…

E as lágrimas caem dos meus olhos…

Enquanto dou este meu grito mudo…
Que veio de um sentimento profundo,
Esta dor que me aflige,
Que me afoga em lágrimas,
Fico com o meu coração triste,
Ameaçado por punhais e laminas…

E as lágrimas caem dos meus olhos…

E agarrado ao meu triste rosto,
Limpando as lágrimas com os firmes dedos,
Com receios dos meus medos.
Escrevo este poema com lágrimas,
Lágrimas de dor e lamentos…
Confissões dos pensamentos…

E as lágrimas caem dos meus olhos…

Imaginando teu sorriso ardente,
Os teus olhos com brilho encanecente,
Que cegaram os olhos meus,
Quando eles focalizaram os teus…
Recordo e recordarei a tua primeira lágrima,
Lágrima pura e cristalina,
Lágrima de menina…

E as lágrimas caem dos meus olhos…

Lágrimas reais de sentimentos,
Lágrimas cheias genuinidades
Umas salgadas de lamentos,
Outras com doçura da saudade…
Muitas lágrimas já chorei…
Quantas não sei…

E as lágrimas caem dos meus olhos…

A saudade ao passado me chama,
Com ela me deito em minha cama,
Cama fria mas quente de desejos…
Desejos das palavras e dos beijos,
Do teu amor que inflama,
Amor natural de mulher que ama…

E caem as lágrimas dos meus olhos…

Lágrimas com sabor a mel,
São as lágrimas de felicidade…
Lágrimas amargas como o fel,
São as lágrimas da saudade…
Lágrimas com sabor a sal,
São as lágrimas de amor fatal…
Lágrimas que deslizam no meu rosto,
Delas todas justifico o gosto…

E caem as lágrimas dos meus olhos…

Caem como gotas de chuva,
Consecutivamente uma por uma,
Cortando a minha face em metades,
Separando as tristezas e felicidades,
E com elas por vezes é o alívio,
De todo o mal e do vazio…

E acabou de cair as lágrimas dos meus olhos…

segunda-feira, setembro 14

Quem sou eu...

Quem sou…
Sou eu e nada mais…
Nasci no berço da humildade,
No seio de um colchão de modéstia,
Um rebento de simplicidade,
Fui desabrochando no dia-a-dia…
Quem sou…
Sou eu e nada mais…
Tão cedo entrei na escola da vida,
E rapidamente na faculdade do saber,
e fiz a minha pós graduação,
Nas técnicas de saber sobreviver…
Quem sou…
Sou eu e nada mais…
Hoje com experiências alcançadas,
Nos vários pólos universitários,
arranco meus sucessos extraordinários,
Com as minhas teorias aplicadas…
Quem sou…
Sou eu e nada mais…
Continuo a ser um investigador,
Nos livros da humildade do merecimento,
Ser o melhor aluno do valor,
e um dia mestre do conhecimento.
Quem sou…
Sou eu e nada mais…
Quero ser o melhor analista…
Para os tempos do nosso tempo,
Tenho de aplicar os meus conhecimentos,
Para poder levantar os diplomas da conquista…
Quem sou…
Sou eu e nada mais…
Não me posso esquecer do que descobri,
Na cadeira da humildade,
Sei que nela aprendi,
A base do êxito e da realidade…
Quem sou…
Sou eu e nada mais…
Também tive as minhas limitações,
Em alguns semestres da vida,
Agarrei cábulas, fiz revisões,
Mas superei à disciplina.
Quem sou…
Sou eu e nada mais…
Para nos mantermos sempre actuais,
Não podemos arrecadar os livros,
Assimilar sempre um pouco mais,
Esfolhear e reler os manuais…
Quem sou…
Sou eu e nada mais…
Para que possamos estar expeditos,
P’ra decifrar um problema da existência,
Teremos de ser ágeis e peritos,
e usar a perícia da sapiência…
Quem sou…
Sou eu e nada mais…

domingo, setembro 13



























Idoso não é velho…

Não vou agora falar da juventude,
Mas do idoso com atitude…
Ter idade não é ser velho,
Ser velho é sinónimo de antigo,
Serás idoso e já vivido,
Com este conceito foste conectado…
Juntamente com cabelos brancos cultivado,
E as tuas rugas profundas vincadas,
Reflexo das vitórias vencidas,
E portador de experiências vividas.
Nota-se no teu robusto tronco,
Marcas, das cicatrizes das feridas,
Sequelas de combate com a tempestade,
Recordações da tua juvenilidade,
Acumulação de experiências conseguidas…
Foste aluno da vida…
Agora professor do saber…
Por vezes sobrevivente do dia-a-dia,
Esquecido por quem te viu envelhecer…
Tu agora não te sintas na velhice…
Não quero que te sintas triste…
Quero que saibas reconhecer ,
Que cresceste…
Viveste…
Venceste a força do sofrer…
Trilhas-te novos trilhos,
Os que foram futuros atalhos…
Onde percorreram teus filhos…
Por vezes até mesmo desconhecidos,
Evitaste-lhes esses trabalhos,
E foste anjo da guarda dos perigos…
Ser idoso não é pensar na solidão…
Não é ser uma pessoa da terceira idade…
É uma questão de visão,
Depende de qual seja sua opinião!!!...

segunda-feira, agosto 31

Natureza em mim...

Vagueando nos trilhos da floresta da vida…
Por grutas, troncos e penhascos da loucura…
A descoberta da flor mais linda,
Debaixo da sombra de mim escura,
Diz-me onde estás minha quimera…
Minha alma por te encontrar desespera,
Julguei ao longe te ouvir,
Mas um falso eco era,
E não se tratava da frágil quimera…
Vagueando nos trilhos da floresta da vida…
Por grutas troncos, penhascos da loucura...
Recordando lembranças que perdura,
A brisa que massaja meu semblante,
Parecia teus suspiros por instante,
Mas tudo isto é uma desventura,
Não passando de uma utopia,
Que a minha imaginação atura…
Vagueando nos trilhos da floresta da vida…
Por grutas, troncos e penhascos daloucura…
Esmorecido debaixo daquele calor sufocante,
Filtrando-me por entre o verde dos sobreiros,
arrastando-me para baixo de uma sombra fria,
fiz ali cama das agulhas secas de pinheiro,
e fiquei a descansar num pequeno instante,
enquanto o Sr. Sol esmorecia…
Vagueando nos trilhos da floresta da vida…
Por grutas, troncos e penhascos da loucura…
Olhava os sobreiros namorados,
Admirei como eles se acarinhavam,
Com os seus desenvolvidos braços,
E como dois seres fixos se aproximavam,
Ouvia os tractores barulhentos,
Na terra a cortar seu ventre,
E ela desarmada sem lamentos,
E eu tímido com medo que mal tratem,
A terra que é parte de mim…
Vagueando nos trilhos da floresta da vida…
Por grutas, troncos e penhascos da loucura…
Procurava por metade de mim,
No término do princípio do fim,
Eu ia alcançando alento
Enquanto o Sr. Sol ia desfalecendo,
Eu ia fazendo quilómetros com o pensamento,
E ficando com o contentamento,
Com a certeza que estarias guardada dentro de mim.
Vagueando nos trilhos da floresta da vida…
Por grutas, troncos e pinhascos da loucura…


EU SOU UMA MOLÉCULA DA NATUREZA, E A NATUREZA É O MEU TODO...

sexta-feira, agosto 21

Olhar sem ver...

Sem estares aqui perto de mim,
Consigo olhar para ti assim,
Ver-te a olhar com sorriso quente,
Sem olhar, mas veijo-te mesmo assim,
Com o incisivo olhar da mente…
Não é preciso olhar para ver…
Mem todo que vê tambem olha…
Veijo o que a visão não alcança
ólho para o melhor de se ver,
e minhas íris não se vão perder,
com os atavios que trazes de fora.
Minha mente vai olhar em ti…
vai preocupar-se em ver o imperceptível
vou considerar o teu ser,
e pela forma mais sensível
não te vais aperceber,
do tempo que estive a olhar para ti…
Avisão por vezes é desleal
Desvia-nos o olhar leva-nos à elusão,
Pagamos de forma fatal,
O que não deixou observar com o coração.
Já vi o que não queria ver…
Agora veijo o que desejava ver…
Mas não vou ficar no varandin da esperança,
Parado na confiança e e na expectativa,
Do tanto caminho a percorrer,
Na enigmática vida

Este pequeno escrito, foi baseado em mi...
na minha forma de ver as pessoas...
Como veijo o mundo e o mundo que me rodeia...
Para quem me conhece sabe que tenho de olhar sem ver....
Gosto de olhar nas pessoas de coração em coração, porque tudo o que é transmitido pelo olhar, pelo tom de voz, pelos comportamentos gestuais tudo isto é comandado pelo Coração...


E a pior coisa que o ser humano pode fazer é tentar tirar da cabeça o o que não sai do coração...


Cumprimentos a todos e exprimentem a olhar sem ver....evão ver o que estão a olhar...um olhar profundo e sem distrações...

quinta-feira, agosto 20

Feliz aniversário...

O texto que se segue fiz para dedicar a uma amiga, amiga que quiz presentiar e não sabia como e como acho que já é tão banal ir a net, ou mesmo mandar daquelas mensagens via telemóvel, eu pensei um bocadinho e fiz um simples poema, bem não foi como eu gostaria, mas foi de profundo sentimento...
Acho que falta aqui como mostrar os sentimentos, sentidos... mas pronto eu acho que a pessoa sentio o que eu gostaria que senti-se...

Amiga espero poder partilhar mais momentos destes durante a tua vida e eu que esteja sempre todos os anos de perfeita Saúde para te desejarmais um feliz aniversário, e que tu te encontres de igual forma do que eu, ou seja sempre jovem, de bem com a vida, e com saúde de meninos de 20 aninhos...

Feliz aniversário…

Hoje é teu aniversário,
Recebe um beijinho meu
É mais uma primavera
Mais uma que deus te deu…
Nesta data se soleniza,
Mais uma data festiva,
Com ele tudo se realiza,
Mais um aniversário na tua extensa vida…
Desejo-te copiosas felicidades,
Neste ano que chegou
E que a fraternidade grasse em teu coração,
Os sonhos que transfigurem para realidades
Com paz, amor e animação,
E tudo quanto Deus abençoou.
Tenho a sorte de parabéns desejar,
Neste dia tão distinto,
Um beijo te quero endereçar,
Daqui até aos confins do infinito.
Deste-me a tua amizade um dia,
E não sei como te gratular,
Mas neste dia tão especial,
Só poderia ser com um beijo e poesia…
Espero que sintas a vida tão doce e singela,
Por vezes tão incerta, mas sempre bela,
E tu sempre à espera e com harmonia,
De um ano que se vai e a espera de outro que vem,
Com o lema de viver o dia-a-dia,
E contigo sempre estares bem.
Mais uma vez desejo felicidades,
Nesta data tão querida,
Que sintas amor, desejos e saudades,
Porque tudo isso é vida…

Poema dedicado a Helena Bastíão

18-08- de um ano por descobrires....


Espero que sejas feliz....

quarta-feira, agosto 12

Poema no chilindró da paixão


Cada vez que olho para nós dois,

Vejo o antes o agora e o depois…

Imagino no seu terno olhar,

A tranquilidade do mar…

E no meu fervilhante pensamento,

Ficam coisas, recordo momentos,

Que o vento não pode apagar…

Meu coração tem amor activo,

Tem sempre alguém comigo,

Sempre pertinho de mim…

Para partilhar os segredos…

Ajudar a superar meus medos…

Meus sonhos, meus desejos,

Tim tim por tim tim.

Foi um sonho assim,

Nunca senti igual,

Foi tão real para mim…

Que tive de enlouquecer assim…

És a minha estrela, meu céu, minha constelação,

Minha madrugada, meu dia, minha noite de luar,

Na minha vida foste nova estação,

Foste ar, terra e mar…

Quando de ti estou junto,

Nosso amor é um temporal,

Parece que chegou o fim do mundo,

Fazemos do amor desporto radical.

Será que amar assim é crime!

Qual será minha sentença.

Será que fiz algum delito!

Quem me pode tirar desta incerteza?

Quero ser do teu amor um criminoso,

Poder beijar teu corpo tua face,

Sentir teu pulsar, morder teu pescoço,

Quero perder-me neste desenlace.

Desejo ser um perpétuo recluso,

Na prisão do teu amor…

Poder ter o uso e desfruto,

Do que tens de mais valor…

sábado, agosto 8

Espírito soturno...

Aos zigs zags pela cidade,
E de madrugada quando já era dia.
Vivendo novas personalidades,
Fingindo-se numa nova fantasia…
Correndo de tasco em tasco,
Até a noite se transformar em dia.
Já embriagado e sem rasto
Vivia aquele triste, feliz na utopia
A esposa para além de mulher majestade,
E por ela daria seu peito a um punhal,
Um dia testemunhando a infidelidade
Dispõe asilar-se no álcool fatal…
permuta recordações por cervejas,
para esquecer a imagem da ideia gravada,
da sua mulher que por ele sempre foi desejada,
e agora vista com ódio, fúria e tristezas…
Por um novo corpo ela teve vontade,
Sendo levada pelo pecado do desejo,
Não considerou quem a amava na realidade,
Entregou sua alma sua felicidade ao desprezo…
Aquele homem e frágil mortal,
Sem forças para se reabilitar,
Sem energias para de novo amar…
Perdeu sua auto estima e valor
Ela um dia não soube olhar,
Para a fortuna que era louvada,
Espezinhando e cuspindo no amor,
E por marafona ficou retratada…
E agora aquele limitado ser,
Exíguo dos gozos de viver,
Passando as horas em que está acordado,
Naquela taberna sentado…
Alimentando o vício do corpo implantado,
chorando o tempo mal aplicado,
arrependido de amar sem ter sido amado...


Aqui retrato uma das muitas causas que levam a desgraça do ser humano que por vezes se sente forte mas no fundo muito frágil e capaz de caír de tal forma que nunca mais se levanta do buraco que caío...

sexta-feira, julho 31

Emigrante


Emigrante…

O drama começa no pensamento,

Quando se tem de ir ao descobrimento,

Ao encontro do perdido,

Em conquista do desconhecido…

Emigrante que partiste,

Com teu semblante triste…

À procura do sonho teu,

Que teu país não te ofereceu…

Castelos de sonhos que perduram,

Com muralhas de ilusões…

Emigrante a alcunha que te votaram,

As tragédias e as descriminações,

Corroem anos de existência

E te aniquilando lentamente,

E ter de suportar esse título tão honradamente.

Com fé dor e paciência…

Emigrante que serás forasteiro,

Sempre em casa do alheio,

Ter que comer o pão que Satanás amassou,

Esquecer o país que para trás ficou,

Para que a saudade não te vença,

Para que no futuro tenhas a recompensa…

Tu rumaste para terras de França,

Canadá ou Alemanha,

Portugal sempre na lembrança,

Mesmo que estejas na vizinha Espanha…

As músicas portuguesas a todo o tempo,

Com as férias já em planeamento,

Se sente a emoção nos corações,

é este o teu estado natural,

Misturando todas as sensações,

Com a fome de terra de Portugal…

Emigrante tuas férias chegaram,

A tua família em pensamento,

Pede a Deus que te leve em salvamento,

Para que na viajem não haja uma desilusão

A noite cai e o medo aperta,

O cansaço chega e cuidado em alerta,

O desejo de chegar faz despertar,

Para os parentes e amigos abraçar…

Os kilómetros tens de vencer,

Com o coração bastante apertado,

Agora o estrangeiro vais esquecer,

Filho de Portugal abençoado…

As sardinhas assadas e bom vinho,

E o bacalhau acompanhado com grão,

Os rojões à moda do Minho,

E o cozido à portuguesa ora pois então…

Tudo isto tinhas saudades,

Até mesmo do Mar, da Serra, e Cidades,

Deste pequeno mas acolhedor país,

Que neste mês de férias te faz feliz…

Emigrante português,

Volta sempre à tua nação,

Tantos dias de trabalho e um mês,

Para as patuscadas e animação…

quinta-feira, julho 30

Saudade cruel e crua...

A saudade corre e não pára…
Só existe porque um espaço nos separa,
Os meus olhos começam a lacrimejar,
As lágrimas persistem em correr,
e o fim na minha boca vai encontrar.
Não consigo te esquecer!...
A saudade machuca e destrói…
Faz de mim na solidão um herói…
Procuro uma nova saída,
Nestes trilhos complicados da vida…
Não posso viver assim!
Meu coração não bate, mas canta e chama por ti…
Se fosse pintor tinha-te na minha tela,
Longe a mais linda, a mais bela…
Não sou poeta mas faço poesia,
E tu presente em cada segundo da minha vida…
Procuro palavras que sejam sinónimos de pensamentos,
Que descrevam dores, pesares e lamentos…
Não sou músico nem compositor,
Mas reúno sons para uma sinfonia,
Recordo teu respirar e suspiros de amor,
Quero ser o maestro desta obra de harmonia…
A saudade me consome…
Não deixa que eu seja homem…
Tenho a minha alma de luto…
Passei a ser uma sombra de mim um vulto…
Preciso do teu corpo, da tua presença,
Na poesia procuro meu homicídio
A tua falta é o meu martírio,
Por não te ter a não ser em minha cabeça…
Para estar contigo eu não demoro,
De todas as formas e feitios…
com a força do quanto te adoro,
galopearei montanhas oceanos e rios…
Quero viver o verdadeiro idílio do prazer,
Anseio massajar teu intimo corpo,
A saudade me arrasta para onde te ver,
Para com teu amor possa ser morto…
Com esta saudade imensa…
Que sinto por ti meu amor,
As lágrimas voltam de forma intensa,
E eu sem conseguir conter
O desejo de te querer…
Como a abelha deseja o pólen da flor…
A saudade machuca e não dói,
Não mata mas lentamente me destrói…
A saudade é dona da minha alma,
É ela que destabiliza a minha calma…
Tenho que viver com esta sina…
Com a saudade cruel, companheira e assassina…
Saudade que me invade…
Que me transporta para a ansiedade,
Do querer e não poder…
E nesta agonia assim ter que viver…

domingo, julho 5

Sexto sentido...


Eu vi, sem ver...
Senti, sem querer...
Os teus sentidos,
Despertei teus instintos.
Nossas mentes sedentas,
para provar o veneno do coração.
Nossas mãos irrequietas,
Com nossas mentes em ejaculação.
Eu vi, sem ver...
Senti sem querer...
Os desejos do teu coração,
senti toda a tua sensualidade,
o desejo forte de te beijar,
perder-me na alucinação,
e fugir da realidade...
Eu vi, sem ver...
Eu senti, sem querer...
No meu sangue os desejos da natureza,
querer provar tua carne,
e no amor esconder a tristeza,
e apagar a chama que em mim arde...
Eu vi, sem ver...
Eu senti, sem querer...
As linhas que te define mulher,
as inteligências do improviso de amar,
nas tuas linhas corporais mexer,
e não ser louco mas poder alucinar...…
Eu vi, sem ver...
Eu senti, sem querer...
Quero continuar a ver assim,
ver-te mesmo que não estejas perto de mim…
Eu vi, sem ver...



Este poema no meu ver, e sendo meu filho, e eu sendo suspeito, não tenho palavras para dizer o quanto gosto dele...

Simplesmente ele é lindo... com um significado abestrato mas lindo...
Agora espero pelos vossos comentários que serão o testemunho da beleza das palavras que aqui foram colocadas...

Só vos digo mais isto:
Eu sem ver, vou ver...
Sem sentir, vou sentir...
o que vocês, me vão dizer...
ver a mensagem que vão escrever...
e sentir o sorriso que me vão produzir...

terça-feira, junho 30

Simplesmente Maria...

Antes de ler o simples poema, aproveito para dedicar este poema a todas as Marias e tambem a todas as mulheres, porque para mim Maria é sinónimo de Mulher...

Mulher é o ser mais perfeito que Deus a terra enviou, Mulher é Mãe, Mulher é projenitora, Mulher é o complemento do Homem...

Mulher é tudo e sem mulher tú não existias...

Simplesmente Maria...


O teu nome de Maria...
O nome de Santa e de Mulher,
Quem me diria um dia,
Nos podermos conhecer.
O nosso encontro inesperado,
Muito menos incalculável,
Parecia um sonho acordado,
De uma utopia agradável…
Teu suave cabelo…
Com os teus olhos castanhos
O teu sorriso tão belo,
E coração de encantos tamanhos…
O seu andar deslizante,

que deixa o rasto do seu perfume,
O seu beijo uma marca delirante,
E portadora do seu siume…
Invade com classe e delicadamente,

a vida do seu amante...

Se revela determinada e ousadamente,

e expõe desejos, forma radiante...

Preciso dos beijos que me magnetisas,
do teu amor mais caliente.
Gosto da particularidade como me utilizas,
para me fortalecer o ego e a mente…

sábado, junho 27

Asficsiado pela solidão...

Com a noite vem o receio,
E com ela medos traz!
O meu quarto repleto e cheio,
de sonhos onde não estás!
Hoje tambem já não vou ser teu,
Não sei se voltas ou não!
O silêncio da noite e eu…
E o pensamento na sombra da escuridão.
Meu dia é noite quando estás ausente...
Quanto mais fecho os olhos melhor te vejo,
e meu sol abre quando estás presente,
e retomo a vida como meu desejo.
Já amei e fui amado,
Mas tambem já fui rejeitado!
Fui amado e não amei,
E de novo a solidão encontrei…
Um dia já pulei e gritei de tanta felicidade,
Já pensei que fosse morrer de saudade!
Ainda que haja noite no coração,
vale a pena sorrir para que haja estrelas na escuridão…
Estou cansado de vever morto,
Nestemanto do tamanho do universo…
Faz-me corpo e alma do teu corpo,
E retira-me desta vida que é um deserto…
Duas lágrimas, teimosas, rolaram,
Deslizavam pelo rosto.
Vindas de duas estrelas que choravam,
Que estavam na solidão do desgosto…



Texto de LEANDRO AMADOR

sexta-feira, junho 19

O meu, o teu, o confidente de qualquer um...(MAR)


Junto do mar sentei-me tristemente ,
Olhar o céu pesadamente enevuado.
Interroguei-me e questionei meu pensamento,
O porquê de estar tão angustiado.
Sentado num insólito rochedo,
Naquele imenso areal,
Acompanhado debaixo do pensamento,
Confidensializando com o mar…
Dibulgando meus segredos,
Aquele confidente da natureza,
Falando de aventuras e de medos,
E admirando a sua intensa beleza.
A sua força brutal,
E a capacidade de sua separação,
Separando o bom do mal,
E ouvindo seus lamentos da solidão…
A tua voz divina,
Que sempre me dá alento,
Como o toxicó-independente precisa de heroína,
Eu tenho-te no meu pensamento…
Óh mar meu confidente,
O que fala e nada me diz…
O mais secreto de toda a gente,
O amigo que me ouve e me faz feliz…
Poder refrescar teu corpo ardente,
Que ao sol esteve exposto,
Naquela tarde mais quente
Num dos 30 dias de Agosto.
E tu com as tuas incalculáveis maravilhas,
Nas prefundêzas do oceano,
Tiras a fome a lares de fammílias,
Que anualmente em ti vão labutando…
Gostava de ser o mar…
Não pela sua emensidão!
Mas sim poder te ajudar,
Poder limpar as cabidades teu coração,
Poder ouvir teus lamentos emáguas.
Esconder e ficar com teus gritos,
Nas minhas profundas águas…
Debolver aos parentes aflitos,
aquele corpo que ficou naufragado,
na minha fúria daquela hora,
e ficarem com o irmão querido a seu lado,
para lhe depositar sua sentida memória!...

Como eu gostava de ser o mar...

E tu nunca pensaste em ser grande como ele?...


Poema da autoria do amante marinho, o homem que vê o mar sem ver, que olha nas prefundezas de onde ninguem vio...

Leandro Amador...

quarta-feira, junho 17

Eu...





"Se eu consigo agarrar o mundo, porque não tentas também? Está ao alcance de todos..."

Oh Veneza de Portugal...cidade de muitos encantos...

O Rugido do Rei da Selva


Um leão se lamentou por solidão,
Em cada noite mais um desespero,
Do seu rugido carregado de lamentação,
Venha aqui cara leoa porque te espero.
Cada noite o leão chamava a leoa assim,
Tu deves ser um sonho sem realidade!
Venho aqui querido sonho, sim!
Pronta para viver a verdade.
Na selva também existem fantasias,
Momentos de perigos constantes,
Mas ao decorrer dos dias,
O leão tem certeza da sua amante.
Cansado de tanto ter esperado em vão,
O leão um dia decidiu ir procurar,
Buscar uma leoa quem será bem real,
Para sair da selva da solidão…
Cada noite a leoa respondia assim mesmo,
estou aqui companheiro e amigo,
Para saíres desse desespero,
Poderás sempre contar cmigo…
Fui no reino animal promovido a rei,
Mas não me orgulho de o ser,
Basta ser humilde com simplicidade,
E o teu reino poderás vencer…
Aqui foi o rugido de um leão,
Que rugio para a vida,
desabafou seu coração,
e sua alma que estava em ferida…

segunda-feira, junho 15

Rainha das Savanas...

Obrigada, minha amiga,
Pelo valor que me dá
Mas leoa que se preza
Tem no peito, com certeza
Um coração como não há!
Tem Ternura e Emoção
P'la Família que protege
Tem Orgulho e Afeição
Pelo respeito também se rege!
Tem Amizade sincera
Pelos Amigos de verdade
Oriundos de qualquer esfera
E seja qual for a idade!
Luta com garra e bravura
Quando a tentam enganar
Mostrando assim, sem segredo
Que não foge nem tem medo
De quem a quer assustar!
A leoa tem sentimentos
De amar tem Saudade
Da Vida goza os momentos
Tem o prazer da Liberdade
Também chora de Tristeza
Quando vê desolação
No rosto da natureza,
No quebrar de uma Paixão



Texto redigido com 100% de garra de leão...

domingo, março 29

No silêncio da madrugada...

Já éde novo madrugada,
E eu agora vim para a cama,
Mas o sono ainda não me chama,
Queria escrever algo de nada,
Mas nada me espanta.
Eu no silêncio das palavras,
E as palavras são o o meu silêncio,
Como cantando suaves Baladas,
Para Harmoniar o meu pensamento.
A noite despede-se vai-se embora,
E dá vida a um novo dia,
E ao despertar da aurora,
O sol brilha e deseja bom dia!
Na rua passa o padeiro,
No seu percurso frequênte,
Por norma sempre primeiro,
Para distribuir o sempre pão quente.
No lusco-fusco da manhã,
Canta o galo da vizinha,
No charco coacha a rã,
E no galinheiro carcareija a galinha.
O sol espelha no orvalho,
Enquanto são horas e não são,
Aprochega-se a hora de trabalho,
E lá vou eu com sorriso e animação.
Aqui fica mais este escrito,
Uns dias melhores outros piores,
É o que me ocorre no espirito,
A mim e a todos os escritores.

Para ti Adelaide amiga...

Amiga que és tão terna,
E essa doença te atraiçoou,
E para esse hospital te levou,
E agora com fé e enferma,
Vivendo na confiante esperança,
de rapidamente o hospital deixar,
para cá fora poder abraçar,
Todos aqueles que te tem na lembrança.
Faço esta pequena , mas sentida homenagem,
A ti, companheira, colega e amiga,
Que estás a passar por uma pequena mas longa viajem,
Para em breve retomares os novos trilhos da vida.
Um minuto parece uma hora,
Uma hora parece um dia,
Mas tu em breve aqui fora,
Vais deixar toda essa melancolia.
Vamos ter a Adelaide na correria,
A bufar e meia coradinha,
Atrás do Manel e da Maria,
E da Francelina que está atrasadinha.
Pergunta a Adelaide de repente,
Onde esteve até agora?
Tenho que tratar de mais gente!
Não pode ter esta demora!
Oh amor não tenho culpa!
Estive nos ultra-sons e calor!
E o colega logo se desculpa,
Com falta de sacos no hidrocolector.
O que tinha a escrever já escrevi,
E agora já mais sai.
Quem escreveu isto foi o (LI),
E destinado a amiga (LAI LAI).

Este poema foi elaborado numa sentida e sincera homenagem de apoio e curagem a ultrapassar aqueles dias de internidade naquele hospital.

os verdadeiros amigos estão conosco nas horas dificeis, e não somente quando estamos a rir, a correr e a pular de alegrias...

sexta-feira, março 13

Poema "a primavera a caminho"...

O mês de Fevereiro já era,
Meio triste, meio envergonhado.
Enquanto vai falecendo o Inverno coitado,
E entre tanto chega a sorridente Primavera!
Com ela a beleza da vida se une,
Traz os encantos da natureza florida,
acompanhando o floral perfune,
E nos ninhos crescem novas asas da vida.
As abelhas vão selecionando suas flores,
E na deslumbra passerel do campo,
Vão desfilando as borboletas as cores…
Debaixo da melodia do roxinól trinando.
O melro anuncia nova aurora,
Com seu asubio desejando bons dias,
Enquanto sua parceira vai grabetando chão fora,
Procurando alimento para suas novas crias.
Temos também o cuco sempre atrevido,
Com sua sempre plumagem cinzenta,
Colocando os ovos no ninho do vizinho,
Porque assim não os cria nem os alimenta.
Olha o pica-pau com sua ablidade e arte,
E sempre com sua ágil destresa,
Vai recortando seu habitate ,
E conhecido pelo carpinteiro da natureza.
Até o verdejante lagarto viscoso,
Fica deitado no rochedo,
Com seutom de verde no dorso,
Passa as tardes ao sol aquencendo.
Aqui está retratado um pouco da Primavera,
Que por muitos é sempre esperada,
Com suas belezas e suas quimeras,
E com os seus cheiros de flores espalhadas…

Bem-vinda seja estq estação, uma estação onde novas vidas aparecem, novos cheiros e novos perfumes emvadem nossas vidas nossas caminhadas e com os amarelos dos malmequeres que se esmagam debaixo dos nossos pés...


VIVA A PRIMAVERA...

segunda-feira, fevereiro 23

homenagem a minha MÃEZINHA...

Mãe, mãe, mãe,
Oh minha mãe querida,
O melhor que um filho tem,
Porque só a ela lhe deve a vida.
Oh minha mãe que me criaste,
Oh minha mãe adorada,
Oh minha mãe que me educaste,
Oh minha mãe sempre relembrada.
Tenho saudades de criança,
Não me arependo de crescer,
Mas tenho na minha lembrança,
Saudades de te ver…
Tu que te ausentaste de mim,
E tão pequemo me deixaste,
Sei que nunca te esqueces de mim,
E quando precisei nunca me desemparaste.
Naquele Verão traidor,
Me deixava desamparado,
Fiquei sem teu amor,
Fiquei mais fragelizado.
Mãe partiste para o céu,
E eu aqui na terra fiquei a chorar,
Sem o aconchego do carinho teu,
Sem teus braços para me abraçar.
Minha vida ficou tão pobre,
Ficou a preto e branco sem cor,
Criança, adolencente e homem.
Mas com o vazio do teu amor.
Rosa foi mulher, foi mãe,
E nome de flor também,
E tu roseira na minha vida,
Rosa minha mãe querida.
Eu o teu único rebento,
Aqui na terra do sofrimento,
Contando sempre contigo,
E sabendo que me livras do perigo.
Tenho orgulho de ser filho,
Filho de ti minha mãe,
Vivendo aqui num esilio,
Sem a melhor coisa que o mundo tem.

Texto escrito com as teclas do meu pc, e com o meu pensamento a auxiliar e eu cheio de orgulho do conteúdo textual.
Mãe te agradeço por tudo que me fizeste e tudo que ainda fazes por mim, tenho orgulho de ti minha Mãezinha...

quinta-feira, janeiro 29

DEFINIÇÃO DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (A.V.C.)

A expressão AVC refere-se a um complexo de sintomas de deficiência neurológica, durando pelo menos vinte e quatro horas e resultantes de lesões cerebrais
provocadas por alterações da irrigação sanguínea.

Estas lesões cerebrais são provocadas por um enfarte, devido a isquémia ou hemorragia, de que resulta o comprometimento da função cerebral. Este acontecimento
pode ocorrer de forma ictiforme (súbito), devido à presença de factores de risco vascular ou por defeito neurológico focal (aneurisma).

A presença de danos nas funções neurológicas originam déficits a nível das funções motoras, sensoriais, comportamentais, perceptivas e da linguagem.
Os déficits motores são caracterizados por paralisias completas (hemiplegia) ou parciais/ incompletas (hemiparésia) no hemicorpo oposto ao local da lesão
que ocorreu no cérebro.

A localização e extensão exactas da lesão provocada pelo AVC determinam o quadro neurológico apresentado por cada utente e, o seu aparecimento é normalmente
repentino, oscilando entre leves ou graves, podendo ser temporários ou permanentes.

Incidência

Embora a incidência da doença vascular cerebral tenha vindo a diminuir nos últimos 25 anos, e se tenham registado na ultima década progressos assinaláveis
em relação às doenças cerebrovasculares, estas continuam a colocar Portugal nos últimos lugares em relação aos outros países da Europa (Direcção Geral
da Saúde , 1997 e Ministério da Saúde, 1998).

Segundo dados estatísticos do Ministério da Saúde, no ano de 1994, Portugal ocupou o último lugar relativamente a catorze países da União Europeia com o
valor mais elevado de mortalidade por doenças cerebrovasculares, sendo a sua incidência de 300-400 casos/ 100 000 por ano.

Prevalência

Esta vai depender de múltiplos factores, nomeadamente da capacidade de resposta de reabilitação na fase subaguda.

Não existe numero fidedigno em Portugal.

Factores de risco vascular

Os factores de risco aumentam a probabilidade de um acidente vascular cerebral, mas, muitos deles, podem atenuar-se com tratamento médico ou mudança nos
estilo de vida.

Os principais factores de risco de AVC são, a arteriosclerose, a hipertensão arterial, o tabagismo, o colesterol elevado (dislipidémia), o Diabetes Mellitus,
a obesidade, doenças das válvulas e arritmias cardíacas, dilatações do coração como na doença de Chagas, a hereditariedade, sedentarismo, o uso de anticoncepcionais
orais e a idade (a probabilidade de ocorrência de AVC aumenta com a idade) .

Existem outras causas menos frequentes de AVC como doenças inflamatórias das artérias, alguns tipos de reumatismo, uso de drogas como a cocaína, doenças
do sangue e da coagulação sanguínea.

Finalmente, a presença de Acidentes Isquémicos Transitórios (AIT’s) é um factor de risco extremamente importante visto que cerca de 1/3 dos indivíduos que
sofrem AIT,s acabarão por sofrer um AVC dentro de cinco anos (Toole, 1979).

Quanto maior for o número de factores de riscos identificados no indivíduo, maior será a probabilidade de ocorrência de AVC.

Fisiopatologia

O tecido nervoso é desprovido de reservas sendo totalmente dependente do aporte circulatório, pois é graças a este que as células nervosas se mantém activas,
sendo o seu metabolismo depende de oxigénio e glicose. A interrupção deste aporte numa determinada área do cérebro tem por consequência uma diminuição
ou paragem da actividade funcional dessa área.

Se a interrupção do aporte circulatório for inferior a 3 minutos, a alteração é reversível; se esse prazo ultrapassar os 3 minutos, a alteração funcional
poderá ser irreversível, originando necrose do tecido nervoso.

O AVC pode ser causado por dois mecanismos diferentes: oclusão de um vaso provocando isquémia e enfarte do território dependente desse vaso ou ruptura vascular
originando uma hemorragia intracraniana. Qualquer destes dois grandes grupos pode ser ainda dividido em subgrupos distintos; a obstrução vascular pode
ser devida a doença local da parede do vaso, dando origem à formação de um trombo, ou a um embolo originado num ponto mais distante da rede vascular e
que, entrando na circulação, vai alojar-se num vaso são e provocar a sua oclusão. Em qualquer dos casos o resultado é a formação de uma zona de enfarte.


As hemorragias podem dever-se igualmente a dois mecanismos: ruptura de uma mal formação vascular (aneurisma ou angioma), ou ruptura de uma artéria intracerebral
de pequeno calibre como resultado de arteriosclerose. A ruptura de um aneurisma dá-se no espaço subaracnóideu, provocando uma hemorragia meníngea, enquanto
que as outras origens condicionam habitualmente uma hemorragia intracerebral.

Vamos a ter respeito por esta doença que deixa sempre sequelas,e por vezes nunca mais voltamos a ser quem era-mos...